Então que ontem, após várias tentativas frustradas, fui finalmente ao Asterix, o fabuloso boteco escondido na Prainha Paulista, conhecido pela sua variedade absurda de cervejas importadas (inclusive algumas Belgas Trapistas), por servir chopp Guinness e outras iguarias.
O meu objetivo, como de costume, era conferir o aspecto botequice do ambiente, o que requer uma série de adaptações aos critérios:
- Localização
- Atendimento
- Temperatura da Cerveja
- Acesso ao Banheiro
- Qualidade da Batata/Mandioca
Avaliação Final: Fator Fomentador de Conversas Longas
Localização: O Asterix fica na Al. Joaquim Eugênio de Lima, como mencionado, colado no complexo "prainha paulista", quase do lado da avenida Paulista. O que torna uma ída ao boteco muito simples, para qualquer morador da cidade, uma vez que existem toneladas de táxis e um metrô Brigadeiro linha verde logo ali.
O lugar geralmente fica lotado, tanto por seu número reduzido de mesas e cadeiras, tanto pela sua popularidade. Portanto se você é como eu, que frequenta um boteco no intuito de beber uma cerveja gelada, comer um petisco e falar bobagem, recomendo que chegue cedo ao Asterix, por volta das 7h da noite, que foi o meu caso. Depois das 9h30 o lugar se torna um point, as pesoas vão para serem vistas e a magia malandra se acaba por aí.
Atendimento: Apesar do tamanho reduzido, o lugar é cheio de garçons. Num primeiro momento isso me encheu de satisfação, mas qual foi a minha decepção ao pedir uma WARSTEINER argentina (recorremos para a relação custo benefício, principalmente depois que vi o garçom servindo ERDINGER para clientes em copos gigantes como se estivessemos na europa - estávamos em Sampa, né?). Ok, minha dececpção: o garçom trouxe uma cerveja de 900ml para dois. Esperava no mínimo um balde de gelo, tendo em vista que era um bar especializado em cervejas. E eu fumo, né? Sempre me certfico que posso fumar, gosto de fumar em paz, sem cara feia, sem ficar tamborilando no filtro freneticamente. Fumo e cabou. E como boa fumante, quero cinzeiro assim q saco meu cigarro. Também não rolou.
Temperatura da cerveja - quente, né? Além de faltar o balde de gelo, a cerveja estava morna. Tsc.
Acesso ao banheiro.
Ok, eu trabalho com clientes de food service e entendo que esse pessoal se rebola na maioria das vezes para abrir um negócio. Essa coisa de alimentar/embebedar pessoas é para poucos, requer culhões and stuff. Arquitetura, por exemplo, é sempre algo muito delicado. Mas uma coisa que nunca perguntei e devo perguntar é: por essa insistência em dificultar o acesso da pessoa ao toilette? Gente, crueldade, né? Só pode. Não tem justificativa. Eu frequento botecos há tempos e devo afirmar com autoridade: conto nos dedos os estabelecimentos compreensivos com a classe ébria. No resto era uma série de escadas caracóis, escadas ingrímes, ladeiras, degraus irregulares e afins.
O banheiro do Asterix não foi o pior, mas ela estava lá, a escada. Íngrime e com um corrimão redículo, daqueles que a gente tem que dar a maior pinta pra segurar depois da 4a garrafa.
Batata/Mandioca. - Veio razoavelmente rápida. Não era lá muito barata, por um momento esperei fartura, mas depois comecei a somar os aspectos failure e diminuí as expectativas. Era uma batata simples, um pouco oleosa demais (devemos lembrar que cheguei cedo e peguei um óleo "novo". Senti pena dos frequentadores da xepa do Asterix). De "molhinho", duas cumbuquinhas, uma com mostarda e outra com catchup. Nunca acreditei na combinação de mostarda com batata, enfim, mais um equívoco.
Avaliação Final.
Vá ao Asterix com uma galera e cedo. Happy hour mesmo, coisa de 19h, 20h. E o legal de ir com uma galera é que cada um escolha uma cerveja pra rolar uma degustação. No cardápio eles têm os combos degustação, mas não vi muita vantagem, não tinha abatiment de preço e afins. O visual é interessante, rola muita variedade de pessoas naquela esquina com a Paulista, não digo paquera forte, mas variedade.
O preço é meio salgado e nem sempre compensa somado ao atendimento e instalações, mas é interessante ir pelo menos uma vez, como foi o meu caso.
E não peça WARSTEINER
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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